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"Existo, logo penso". Friedrich Nietzsche

10 de mai de 2011

A PASSOS LARGOS PARA O CAOS

      
          A política de Segurança Pública, ou a falta dela, aliado com os desprezo e a discriminação das autoridades imposta aos servidores do “baixo clero”, por assim dizer, começa a dar seus resultados, os quais não são meras conjecturas, mas sim fatos alicerçados em números. Senão vejamos:

1. Gastos com segurança pública, segundo unidades da federação de 2000 a 2009:
Santa Catarina
Em milhões:

2000 – 891
2001 – 940
2002 – 1.116
2003 – 1.136
2004 – 1.253
2005 – 1.423
2006 – 1.191
2007 – 1.320
2008 – 300
2009 – 1.320
Fonte: Sistema integrado de administração financeira – SIAFI/ Secretária do Tesouro Nacional – STN

2. Distribuição dos gastos com Segurança Pública, segundo Unidades da Federação de 2000 a 2009:
Santa Catarina
Em percentual

2000 – 3,11
2001 – 2,83
2002 – 2,91
2003 – 3,16
2004 – 3,66
2005 – 3,94
2006 – 2,86
2007 – 2,90
2008 – 0,62
2009 – 2,50
Fonte: Sistema integrado de administração financeira – SIAFI/ Secretária do Tesouro Nacional – STN

3. Participação dos gastos com Segurança Pública em relação ao PIB, por Unidades da Federação de 2000 a 2008
Santa Catarina
Em percentual:

2000 – 2,11
2001 – 2,04
2002 – 2,00
2003 – 1,70
2004 – 1,62
2005 – 1,67
2006 – 1,28
2007 – 1,26
2008 – 0,28
Fonte: Sistema integrado de administração financeira – SIAFI/ Secretária do Tesouro Nacional – STN

          A análise é clara e explica o porquê temos sentido (a base das instituições e a sociedade de modo geral) e visto dia após dia o aumento da violência em Santa Catarina, com o surgimento de facções criminosas, assaltos violentos (inclusive no interior), aumento do índice de homicídios, entre outros crimes, que não aconteciam em Santa Catarina.

          A falta de investimentos públicos, somado com o agravamento das injustiças salariais, onde poucos são privilegiados com altos abonos e carreiras privilegiadas, em detrimento da maioria, esquecida, humilhada e ignorada, aliado com uma completa inércia das autoridades no tocante à resolução de problemas históricos, são fatores fundamentais para a sensação real de insegurança da sociedade e o sentimento mais que real de abandono daqueles que de fato arriscam suas vidas em defesa da sociedade, quais sejam, os trabalhadores das instituições (Praças, Agentes Prisionais e base da Polícia Civil).

          O abandono e a inércia das autoridades têm gerado outro fator, pouco percebido, mas que, no entanto é de suma importância, tendo em vista o discurso oficial de todas as autoridades e que também tem base nos números, qual seja a população de Santa Catarina esta se armando, ou seja, a despeito de todas as políticas de desarmamento, nosso Estado, por conta da ingerência (ou gerência direcionada) esta levando os catarinenses a uma busca desenfreada de autotutela, o que por certo possibilita uma situação sui generis, qual seja a do enfrentamento puro e simples da insegurança de forma pessoal, haja visto que o Estado abandonou por completo uma de suas principais missões, qual seja possibilitar uma segurança pública de qualidade, onde todos possam viver e produzir dignamente.

Os números não mentem.

Números de armas em SC =  109.700 armas registradas

ARMAS ENTREGUES NOS ÚLTIMOS ANOS
2005 – 1971 armas
2006 – 425 armas
2007 – 336 armas
2008 – 304 armas
2009 – 67 armas
2010 – 40 armas

2008
3.763 armas novas foram registradas
1.780 armas velhas foram registradas
6.880 registro de armas renovados (registro tem validade de três anos)

2009
3.414 armas novas foram registradas
10.741 armas velhas foram registradas
24.404 registros de armas renovados (prazo vencia em dez/2009)

2010
1092 armas novas foram registradas

2011
8.200 armas novas até hoje
Fonte: http://www.ndonline.com.br/florianopolis/noticias/populacao-de-santa-catarina-esta-se-armando.html

          Eis os resultado da ineficiência, da inércia e do apartheid instituído pelas autoridades do Estado de Santa Catarina nos últimos 10 anos e o que mais nos preocupa é que lamentavelmente não temos sentido e nem percebido ações que denotem uma nova lógica que nos possa dar um fio de esperança, em suma, esta “Tudo Como Dantes no Quartel de Abrantes”.

Elisandro Lotin de Souza
Vice- Pres. da Aprasc – Reg. Norte

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